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Tá lá, Tá lá, Tá láaa..

Algumas notícias chegam a nós e nos dão um baque.


Nesta terça, dia 06 de Julho, pela manhã, recebemos com extrema tristeza a notícia que o narrador Jacir de Oliveira nos deixava, vítima de Covid-19.


Uma das vozes mais marcantes do rádio esportivo paranaense sucumbiu a essa doença que já levou tantas vidas no último ano, nos deixando com um sentimento de órfãos, com um engasgo na garganta, não querendo acreditar na verdade.


Narrador de tantos momentos importantes do futebol do nosso estado, não podíamos deixar esse momento em branco, lembrando dele, de sua trajetória e de suas narrações.


Jacir começou nas rádios Banda B e CBN, em 1997, como escuta, ouvindo outras rádios e a frequência da polícia para passar essas informações aos noticiários das respectivas rádios. Em 1999 começou a fazer parte da equipe de esportes da Banda B e a partir de 2000 começou seus primeiros passos na narração esportiva. Foi nessa época que criou o seu bordão “Tá lá” após os gols, que são reconhecidos até hoje inclusive por pessoas que não acompanham as transmissões de futebol. Ficou na rádio Banda B até 2005.


Ainda chegou a passar pela gaúcha Guaíba, de onde voltaria para Curitiba em 2011 para atuar na equipe da Transamérica Esportes, e foi a partir daí que tivemos cada vez mais proximidade com sua voz forte e marcante, narrando momentos importantes, não só dos feitos do Furacão, mas também dos demais times da capital, Como o 6x0 do Coritiba sobre o Palmeiras pela Copa do Brasil de 2011, o jogo Paraná x Internacional, na Baixada, pela série B de 2018 e o jogo do Coritiba contra a Chapecoense, que decretou o rebaixamento do Coxa para a segunda divisão nacional em 2017. Até mesmo os jogos mais “sem graça” de meio de tabela, ele fazia questão de trazer toda a emoção possível daquele espetáculo, motivando a equipe junto com ele para fazer uma narração diferenciada e envolvente a cada jogada. Não foram poucos os casos que, antes dos jogos, ele dava um tapa na mesa e falava: “Vamos fazer desse um jogaço!”.



Mais próximas de nós, com certeza as narrações da final da Sul Americana de 2018 e da Copa do Brasil de 2019 nos arrepiam a espinha até hoje quando ouvimos pelo saudosismo, mas que ainda ecoam em nossa cabeça seu grito de “É campeão, Rony” e seu leve desafino ao gritar o gol do título em pleno Beira Rio.


Encerramos essa singela homenagem justamente com esse momento, a narração mais marcante para esse que vos escreve, aquela que, mais do que nunca, será a memória eterna de JACIR DE OLIVEIRA!

Por Flávio Mueller

LAB da Furacão LGBTQ


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